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Proposta Político Pedagógica

I - IDENTIFICAÇAO
Dados da Instituiçao
Conservatório Estadual de Música Cora Pavan Capparelli
• Av. Afonso Pena, 3060, Bairro Brasil
• CEP 38400-170 – Uberlândia-MG
• Tipificaçao: M000C4
• Entidade Mantenedora: Secretaria de Estado de Educaçao – Minas Gerais
• Encampado pela Lei N.o 3657, de Dezembro de 1965
• Autorizado a funcionar pela Portaria 2/67 do Departamento do Ensino Médio e Superior, publicada no “Minas Gerais 20/02/67”
• Transformado em CENTRO INTERESCOLAR DE ARTES, conforme Resoluçao n.o 1.174/75 de 21/01/1975 da Secretaria do Estado da Educaçao.

II – CARACTERIZAÇAO DA ENTIDADE
O Conservatório Estadual de Música Cora Pavan Capparelli funciona em um prédio com tres andares, sendo uma construçao moderna, mas que nao corresponde aos parâmetros de um Conservatório de Música, um dos motivos da necessidade urgente de reparos em sua rede física, rede elétrica, rede hidráulica, já danificadas, e segurança do prédio. Para seu melhor funcionamento de modo geral mais agradável e prático.

Histórico
O Conservatório Estadual de Música Cora Pavan Capparelli desde sua oficializaçao como escola estadual em 1957, tem sido irradiador de artes, instituiçao catalisadora, e terra fértil em cultura, tendo procurado sempre intercâmbio com a comunidade, participando ativamente (com seus grupos e solistas) das promoçoes culturais da cidade e regiao tornando-se uma forte referencia cultural.
Sua grande preocupaçao sempre foi a democratizaçao da cultura nos processos educacionais desenvolvidos pela escola.
Embora a educaçao através da arte seja amplamente pesquisada, gerando inúmeras reflexoes, na maioria das vezes, tais reflexoes acontecem dentro de um desesperador isolamento, que contribui para sustentar a velhae falsa idéia de que a música é um universo hermeticamente fechado dentro dos conservatórios. Nao há dúvida de que até em época recente, a arte teve na sociedade uma conotaçao aristocrática e por muito tempo a escola nao procurou integrar a criança em todos os produtos culturais identificados como produtos de luxo. Por nossa vez, contamos com inúmeros Arte-educadores que decidiram decretar “os benefícios da música para todos” ... engrenando em um grande projeto de democratizaçao ao acesso a Arte e a Cultura – entendendo-se cultura como a produçao coletiva, patrimônio de toda humanidade, construído ao longo de sua história.
Temos nossa história, nossa gente, nossos costumes e por isso somos herdeiros, por direito de um legado cultural, somos portadores vivos da cultura de um povo. Resta-nos assim o compromisso de redistribuir esta cultura as nossas crianças e revitalizá-los.
É necessário evitarmos que o consumismo e a massificaçao encubra o tesouro de um tempo em que a musicalidade era um processo lúdico e estava em todos os cantos, folguedos, lendas, parlendas, brincadeiras de rua, cantigas de roda, de ninar, histórias contadas, cantigas sem fim, autos e festas populares... legado este que nos caracteriza e identifica.
Encontramos ressonância na proposta geral dos Parâmetros Curriculares Nacionais, onde as artes e, consequentemente a música, tem a funçao importante quanto a de outros áreas de ensino.

Diagnóstico
Atendemos a uma clientela com realidades diversificadas cronológicas, sócio-culturais e economicamente, bem como inclusao de indivíduos em situaçao de deficiencia e religiosidade. Temos o objetivo de promover a formaçao musical e artística de crianças, adolescentes e jovens, através de atividades de iniciaçao musical, enriquecendo o currículo em artes visuais, dramáticas, danças e canto desenvolvendo atividades que favoreçam a aquisiçao de habilidades e competencias que é fundamental no processo de formaçao musical e no desenvolvimento da execuçao de instrumentos musicais, proporcionando aos alunos melhor preparaçao para a formaçao específica exigida para profissionalizaçao em nível técnico.
- Atender a demanda do fluxo escolar em que a oferta de vagas é mínima e dificulta o atendimento pois as matrículas sao realizadas anualmente mediante inscriçao em período determinado, usando critério de sorteio, conforme artigo 138 do Regimento Escolar.
- O atendimento é individualizado sendo que o Curso de Educaçao Musical varia o número de alunos por horário. Em violao, violino e flauta doce, atende 04 alunos por horário, sendo no Ciclo Inicial em todas as fases e no Ciclo Intermediário nas fases III e IV. No Ciclo Intermediário, na fase V, atende-se 01 aluno por horário, e, no Ciclo Complementar o atendimento também é individualizado para todos os alunos. No Curso Profissionalizante sao dois horários para cada aluno.
- Parte teórica: enturmaçao com atendimento de até 45 alunos a cada 100 minutos de horas/aula.
- De acordo com os horários de aula e as modalidades que os alunos podem cursar no mesmo período e com a legislaçao vigente, é necessário oferecer lanche aos alunos nos 03 turnos, pois a maioria sao de escolas regulares e vice-versa e, alunos que saem do trabalho e veem direto para o Conservatório em horário noturno.
- O recreio será após o terceiro horário de aula com 10 minutos de duraçao para atender a professores e alunos, nos 03 turnos.
- Uma das modalidades que a escola oferece aos alunos é a oficina de multimeios atendendo em cada turno 80 alunos aproximadamente.
- O trabalho da secretaria é informatizado, o equipamento necessita de manutençao para o trabalho da secretaria.

Condiçoes Físicas
A escola tem um patrimônio pelo qual deve planejar, coordenar, estabelecer regras e procedimentos de uso, fiscalizando sua observância quanto ao zelo.
O serviço de secretaria é totalmente informatizado, exercendo a funçao de apoiar a administraçao a qual pertence, garantindo os direitos da cidadania como prova de informaçao, promovendo programas de gestao de documentos que constituem procedimentos e operaçoes técnicas referentes a sua produçao, tramitaçao, uso, avaliaçao e arquivamento.
Composta por um conjunto de instalaçoes, constando 101 (cento e uma) salas de aula, oficina de multimeios, biblioteca, xerox, supervisao, secretaria, arquivo ativo e inativo, departamento pessoal, diretoria, sala preparada para expressao corporal, galeria de exposiçoes de artes e duas salas com revestimento acústico, para Prática de Conjunto e uma sala para acompanhantes.
Salas / oficinas apoiadas por acervo de instrumentos de teclados, pianos, percussao e equipamentos eletroacústicos e de multimídia, localizados no térreo, 1o e 2o pisos.
Oficina de multimeios (sala de automaçao) especialmente montada par gravaçoes digitais e utilizaçao de tecnologia MIDI onde sao elaborados arranjos e partituras, estado equipada com seis computadores, software de notaçao musical, teclado conectados em MIDI, CD player, tape-deck e módulo de som.
Estúdio – escola de gravaçoes com mesa de som, caixas de som, microfones, fones de ouvido, computadores, compressor, monitores e programas musicais.
Biblioteca conjugada com instrumentoteca, disponibilizando material didático e pesquisa.
Os bens patrimoniais e pedagógicos sao anualmente aferidos e inventariados e encaminhados através de relatórios a Superintendencia Regional de Ensino local.

Para termos condiçoes físicas ideais, necessitamos de:
- Ampliaçao das salas de aulas para atendimento ao aluno no espaço adequado as atividades desenvolvidas nas aulas de disciplinas aplicadas com número maior de alunos permitidos por sala, podendo assim ocorrer o atendimento de mais de 40 alunos;
- As divisórias das salas sao feitas de madeirite e fórmica, o que nao favorece a acústica e o som de um instrumento, confundindo-se aos outros e comprometendo a aprendizagem e o rendimento dos alunos;
- Há necessidade de melhorar as condiçoes de vedaçao de ruídos e sons;
- Toldos para as janelas das salas de aula nas laterais que sao de vidros para proteçao do sol e da chuva;
- Equipamentos para sala de aula: 4 quadros Menoboard, 300 carteiras individuais;
- Troca de piso nos 03 andares incluindo os corredores que já se encontram danificados e com remendos improvisados dificultando a limpeza e acarretando possíveis acidentes;
- Muros altos de tijolos com cerca elétrica, pois a escola está localizada em um bairro de acesso aos demais, com ponto de ônibus na porta e é cercada por grades de pequeno porte que facilita a invasao de estranhos;
- Remodelaçao do pátio aproveitando a parte ociosa para montagem de um palco de arena para melhores condiçoes das apresentaçoes públicas dos alunos, estudos em grupo e oficinas de trabalho;
- Construçao de um anfiteatro, para apresentaçoes artísticas dos alunos ao público, formaturas, provas públicas com acomodaçoes que atendam a demanda;
- Reparos e manutençao dos instrumentos, substituiçao dos instrumentos sem condiçoes de uso por novas aquisiçoes;
- Reparo nas redes hidráulica e elétrica em virtude do grande fluxo de uso diário;
- Cursos e encontros para informaçao, trocas de experiencias didático – pedagógica e capacitaçao profissional para o corpo docente.
- Um servidor apto, treinado e permanente, por turno, na portaria da escola para atender a comunidade visitante, solucionar eventuais dificuldades de acesso a escola quer seja dos funcionários e alunos, quando a catraca de registro estiver desativada ou com problemas de funcionamento e também orientar sobre quaisquer situaçoes relativas a escola.
- Um funcionário disponível para atendimento e encaminhamento de alunos as respectivas salas de aula, pais, convidados para apresentaçoes de recitais, provas públicas e outros eventos que a escola promove.
- Acesso apropriado para indivíduos em situaçao de deficiencia física e adaptaçao das dependencias sanitárias.
- Profissionais especializados (Psicólogos, Assistentes Sociais, Terapeutas, Neurologistas...) para atendimento específico aos indivíduos em situaçao de deficiencia física.

Local, adaptaçoes para indivíduos em situaçao de deficiencia física
Diante da grande demanda de alunos em situaçao de deficiencia física, a escola nao está preparada para tal atendimento e é importante que a mesma conte com serviços de apoio ao aluno e ao professor, para que possa desenvolver um trabalho prático e eficiente com a educaçao inclusiva.
Dessa forma necessita-se de salas de recursos próprios destinados ao trabalho específico como também instrutores com conhecimentos musicais para intérprete em libras – surdos; instrutor em braille – cegos; psicólogos, terapeuta familiar, fisioterapeuta e musicoterapeuta – deficientes mentais, professor de educaçao física especializado em psicomotricidade e arteterapeuta – deficientes físicos.

Recursos Disponíveis
- Oficinas de Multimeios equipadas com 06 (seis) computadores. Software de notaçao musical, teclados conectados em MIDI, CD player, tapedeck e módulo de som.
- Estúdio de gravaçoes equipado com som.
- Biblioteca / Instrumentoteca que disponibiliza CD player, tapedeck, televisao, vídeo cassete, DVD e, equipada com instrumentos eletroacústicos para o atendimento nos generos populares e eruditos.

Acervo Instrumental

INSTRUMENTOS

QUANTIDADE

INSTRUMENTOS

QUANTIDADE

Taladardes

10

Estabilizador

02

Carilhao

01

Violinos

37

Chave de afinaçao

01

Viola acústica

02

Timbadora

02 pares

Viola caipira

02

Caxixi

03

Violao

74

Bumbo

12

Violoncelo

06

Surdinos

12

Violao elétrico

08

Surdao

23

Cavaquinho

05

Tumbas

16

Bandolin

01

Tímpano

02

Metalfone

07

Repenique

11

Xilofone

04

Caixa de guerra

03

Chicote

01

Bateria completa

09

Tarol

05

Microfones

24

Timbale

01

Microfone capela

03

Cowbeel

02

Microfone sem fio

01

Reco -reco

05

Pedestal microfone

12

Afoxés

02

Cabos microfone

17

Maracas

02

Cabos gravadores

04

Atabaques

05

Cabos instrumentos

20

Agogô

05

Luminárias

50

Bongô

02

Fones ouvido

08

Lira metal

01

Suportes p/ instrum.

20

Cuíca

01

Mesa de som

02

Tamborins

12

vassourinhas

04

Triângulos

12

Flauta doce soprano

82

Pandeiros

08

Flauta doce tenor

09

Flauta doce contralto

13

Flauta doce sopranino

03

Flauta doce baixo

05

Flauta transversal

10

Flautim

02

Sax alto

10

Sax tenor

04

Clarinete

06

Sax soprano

01

Piston

05

Oboé

01

Trombone de vara

04

Trombone pisto

01

Tuba

01

Bombardino

01

Fagote

01

Trompa

01

Órgao

01

Clarone

01

Piano

44

Teclado

22

Guitarra

09

Acordeon

12

Contrabaixo elétrico

08

Contrabaixo acústico

03

Caixas acústicas

22

Ganzá

02

Amplificador

10

Metrônomos

12

Bloco de fibra

02

Aparelho de som

36

Estantes

100

Extensao p/ microfones

03


Dados e informaçoes discentes (realidade sócio - cultural e econômica)
O Conservatório Estadual de Música Cora Pavan Capparelli por ser único como escola pública de música é muito procurado por vários níveis sócio – culturais e econômicos.
O atendimento é diversificado, sendo que os alunos sao enturmados de acordo com suas idades cronológicas.
Percebemos que existe um difícil acesso as apresentaçoes oferecidas pela comunidade e mesmo da escola, ficando claro que ainda nao há hábito formado culturalmente razao pela qual nossos alunos nao buscam participar das mesmas.
Além da influencia cultural deparamos com a realidade econômica como fator preponderante de luta para nossas famílias vencerem as dificuldades de locomoçao e participarem das apresentaçoes e, muitas vezes, até virem a escola, tendo como resultado a evasao.
Recebemos também indivíduos em situaçao de deficiencia como dificuldades diversas mesmo nao tendo condiçoes físicas apropriadas para tais atendimentos, ficando tudo muito limitado.

Açoes específicas
Dentro de uma escola de música diferenciada, nossas açoes sao específicas. Contamos com vários grupos de estudo que se apresentam na comunidade, a pedido ou para demonstraçao do trabalho de ensino – aprendizagem com nossos alunos X professores.

Resultado do PAIES e Vestibular
Existe um retorno relevante, para a sociedade, por parte de nossos alunos quando participantes do PAIES e do Vestibular.

Processo ensino – aprendizagem
A açao pedagógica da escola busca fortalecer a tradiçao de ensino musical, explorando o papel social da arte sensibilizando crianças e jovens, através da cultura, na luta contra a inclusao social, fortalecendo a troca de experiencias difundindo as tradiçoes e idéias e, sobretudo democratizando o acesso a produçao cultural de qualidade.

Fluxo escolar
Enfrentamos dificuldades em atender a forte procura diante da nossa oferta, uma vez que a evasao e desistencia de nossos alunos nao oportunizam um atendimento a altura da mesma.

III - PRINCÍPIOS
Deveres e competencia da escola
A teoria de que a arte deve ser a base da educaçao nao é nova.
Segundo Herbert Read, essa é a principal tese pedagógica de Platao, que, há vinte e tres séculos, afirmava, em “A República”:
“Evitai a compulsao e que as liçoes de vossos filhos tomem a forma de jogo. Isto os ajudará também, a apreciar quais sao as suas aptidoes naturais”. O jogo, para Platao, abrangia todas as artes.
A Arte é um meio de expressao comum a cultura de todos os tempos. No entanto, uma das grandes falhas de nosso sistema educacional é precisamente a de estabelecer territórios separados e fronteiras invioláveis para a Ciencia e para a Arte, quando nao se pode fazer distinçao entre uma e outra, salvo em métodos.
A educaçao formal e compulsória teve em Rousseau o seu mais implacável crítico. É a partir de Emile que toda pedagogia moderna, com Pestalozzi, Froebel e Montessori, entre outros, voltou-se para o prazer, o interesse e a experiencia do educando como base educacional.
No Brasil, podemos dizer que a educaçao pela arte foi a primeira teoria pedagógica empregada.]
Utilizando a dramatizaçao, a poesia e a música, Anchieta, o primeiro mestre do Brasil, conseguiu levar aos habitantes do Novo Mundo os primeiros ensinamentos da cultura ocidental.
Todos esses grandes nomes da História da Educaçao contribuíram para que se firmasse a idéi de que a educaçao deve se realizar através da experiencia e da liberdade de expressao, tendo por base o prazer de criar e produzir, dentro da realidade da vida prática, pela utilizaçao dos diversos aspectos da arte.
O mundo que se desenha para este milenio impoe aos educadores e aos jovens a tarefa de absorver as novas realidades; o domínio lógico e matemático, a iniciaçao científica, a consciencia do meio ambiente, a visao histórica, da formaçao ética além do domínio dos modernos recursos tecnológicos passaporte privilegiado para o mundo futuro.
Estes sao os caminhos. Sao estes os ideais que alimentam a proposta educacional.
Diferentes comunidades humanas constituem culturas distintas, apresentando características próprias em suas construçoes e formulaçoes, uma fisionomia particular, um “jeito de ser” básico que é compartilhado pelos seus membros. Com vistas a essa linguagem, nosso processo educativo visa um mergulho em nossa memória, afim de resgatar o que ela tem de mais emocional; pois está sempre presente nos momentos que se apontam saberes e pensares que pertencem ao povo do qual somos levados as possibilidades de exercitar e ampliar nossa atividade.
A cidade de Uberlândia, a muitos anos se apresenta como uma das mais progressistas do Estado de Minas Gerais e o Conservatório Estadual de Música Cora Pavan Capparelli desde sua oficializaçao como escola estadual, em 1957, sendo pólo irradiador de artes, instituiçao catalisadora e terra fértil em cultura.
Cabe-nos justificar as prioridades de nosso trabalho, quanto a conservaçao do nosso prédio, dos instrumentos, das adaptaçoes necessárias para melhor conduçao de desempenho, da aprendizagem, aos habitantes de Uberlândia e regiao que sempre nos apaiaram.
A Lei 9394/96 – Lei de Diretrizes e Bases da Educaçao Nacional – delineia princípios norteadores e permite, pela sua aplicabilidade, que o ensino aconteça em cada momento e em cada local, de acordo com as condiçoes necessárias e características próprias.
- Capítulo II da Educaçao Básica, Art. 26, § 2o: O ensino da Arte constituirá componente curricular obrigatório, nos diversos níveis da educaçao básica, de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos.
Estatuto da Criança e do Adolescente:
- Capítulo IV – Do Direito a Educaçao, a Cultura, ao Esporte e ao Lazer, Art. 54, III e V: Atendimento educacional especializado aos portadores de deficiencia, preferencialmente, na rede regular de ensino.
- acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criaçao artística segundo a capacidade de cada um.
O Conservatório Estadual de Música Cora Pavan Capparelli, através desta proposta, detalha institutos previstos no Regimento Escolar, numa perspectiva de trabalho compromissada com o sucesso da aprendizagem de todos os alunos.
Os pedagogos dao relevante importância aos processos cognitivos, afetivos e sociais que permeiam a aprendizagem.
Seguimos Jean Piaget, quanto as concepçoes das habilidades cognitivas já adquiridas e utilizados como referencial, contribuindo para a constituiçao mais ampla e consistente dos conhecimentos. Os conceitos de atividade e de interesse do Conservatório foram enriquecendo-se com a idéia central de toda a teoria piagentina, na qual o conhecimento nao é uma cópia da realidade, nem tampouco se encontra determinado pelas restriçoes impostas a mente do indivíduo; o conhecimento é produto de uma interaçao entre esses dois elementos. Portanto, o sujeito constrói seu conhecimento a medida em que interage com a sociedade.
Buscamos, através das relaçoes interpessoais, cumprir a funçao educacional, no sentindo de proporcionar o progresso e ampliar constantemente os limites do aluno.
Todos os envolvidos no ato de ensinar e aprender tem papel fundamental, já que professores e alunos atuam conjuntamente para que haja avanços em seus processos de aprendizagem.
A educaçao no Conservatório Estadual de Música Cora Pavan Capparelli busca unir os interesses do educando, os interesses da escola, cabendo a equipe pedagógica (professores e especialistas) preencher essa distância, norteando pelos recursos didáticos, motivando, encorajando e sugerindo atividades que desenvolvam os interesses naturais e culturais dos nossos alunos, tais como:
- levar o aluno a produçao do conhecimento próprio, com enfase na autonomia e independencia intelectual;
- instrumentalizar o aluno para a compreensao dos acontecimentos e das relaçoes sociais de forma reflexiva, crítica e cooperativista;
- capacitar o aluno a interpretar a realidade para nela intervir, seja para aceitá-la, rejeitá-la ou transformá-la;
- habilitar o aluno para conviver ativamente com os contínuos avanços da eletrônica, da informática e da comunicaçao, de forma ativa e participativa.
Acreditamos que uma abordagem pedagógica que atende e lidera as transformaçoes necessárias em uma escola, estimula uma prática avaliativa voltada para consecuçao de objetivos específicos, com vistas a garantir a todos os alunos condiçoes de concluir o quadro curricular proposto por este estabelecimento.

IV – FINALIDADES
A escola que a comunidade deseja
Instrumentalizar o aluno para construçao de seu conhecimento levando-o a despertar e cultivar o interesse musical nas artes e sua criatividade, difundindo e assumindo a promoçao da cultura musical e da arte, por todos os meios ao seu alcance para o exercício da cidadania, incentivando-o a buscar novas descobertas de recursos técnicos musicais que sao utilizados no instrumento ou canto, possibilitando seu desempenho quanto a estar apto para desenvolve-lo com qualidade, com domínio intelectual, senso ético e estético de solidariedade interaçao cultural.
A manifestaçao da Cultura é o resultado de todo um processo de aperfeiçoamento da interaçao do homem com seu meio. O acúmulo destes conhecimentos vem sendo passado de geraçao a geraçao, tornando-se patrimônio da humanidade,
Os eventos culturais realizados pelo Conservatório Estadual de Música Cora Pavan Capparelli, objetivam tornar público a funçao educacional deste Estabelecimento. Além de incluir ferramentas didáticas, considera-se as necessidades e interesses do nosso público como fatores primordiais para o desenvolvimento e eficácia de nossas apresentaçoes, ou seja, uma linha de chegada para os projetos sonhados e traçados.
Para cada data escolhida, uma energia... uma entrega... uma expectativa. A escolha do local, convites, cenários, programas, desenhos, telas, porcelanas... enfim, um resultado do vivenciar e dos talentos que envolvem o Conservatório.
Para o resultado final do trabalho, esta açao pedagógica conta com vários talentos que nao estao evidentes nos palcos (professores, funcionários, pais e comunidade), mas que sem eles, encontraríamos várias barreiras no nosso dia-a-dia.
Nossa cultura musical está alicerçada no estudo e na pesquisa, numa luta por uma escola plena de emoçao, sabedoria e técnica, onde o desenvolvimento artístico de nossos alunos seja evidencia maior de uma educaçao de qualidade. Para tal, nos direcionamos em ampliar, nao só o conteúdo programático, como também os espaços que a escola dispoe para o exercício da cultura. O nosso aluno organiza-se no cotidiano com a biblioteca, videoteca, instrumentoteca, permeando particularidades artesanais e técnicas de dança, carregando de beleza e encantamento nossa galeria e salao de eventos.
Ao rigor de nossa agenda cultural anual, aliam-se performances de técnica e magia através das Bandas, Orquestras, Óperas, Recitais, Exposiçoes de Arte, Feiras, Corais, Workshops de Informática e outros.
A organizaçao desta programaçao, origina-se de planejamento com objetivos claros e com açoes bem definidas, possibilitando a aplicabilidade, significado para o público alvo e integraçao do conteúdo das apresentaçoes.

IV.I – Objetivos específicos por curso ministrado
O curso de Educaçao Musical, a partir de 2006, é ministrado e subdividido em ciclos distintos que serao explicados, a posteriori, na Gestao de Resultados Educacionais, com os objetivos específicos, competencias e habilidades respectivamente, e também o Curso Profissionalizante, cujas Matrizes Curriculares estao em anexos.

V – ORGANIZAÇAO ESTRUTURAL
V.I – Organizaçao Administrativa
GESTAO PESSOAL


A escola e seus profissionais
? Direçao:
Compete ao diretor:
- representar oficialmente a escola, sendo o articular político, pedagógico e administrativo da escola;
- planejar todo o trabalho escolar;
- organizar, coordenar, controlar e avaliar os trabalhos educacionais desenvolvidos no estabelecimento, cumprindo carga horária de 40 horas semanais.
A diretoria do Conservatório Estadual de Música Cora Pavan Capparelli será exercida pelo Diretor e Vice - Diretores, suas atribuiçoes e seus deveres se encontram registrados no Regimento Escolar, Art. 12 e Art. 14, respectivamente.
? Vice - direçao
- responder pela escola na ausencia do diretor;
- disciplina geral, entrada e saída dos turnos;
- coordenar e supervisionar o trabalho dos auxiliares de serviços gerais;
- controle de material de consumo.
? Administrativo
- Tesouraria: responsabiliza-se pelos recursos financeiros recebidos da Secretaria de Estado da Educaçao, recursos próprios, parcerias, classificaçoes orçamentárias, despesas, contrataçoes de terceiros e prestaçoes de contas, demais competencias de acordo com o Art. 45 do Regimento Escolar, cumprindo carga horária de 30 horas semanais.
- Secretaria: execuçao e controle das normas administrativas da escola, suas competencias estao registradas no Art. 17 do Regimento Escolar, cumprindo carga horária de 30 horas semanais.
- Assistente técnico da educaçao básica: organizaçao dos serviços de escrituraçao e arquivo escolar, suas competencias estao registradas no Art. 21 do Regimento Escolar, cumprindo carga horária de 30 horas semanais.
- Auxiliares de serviços da educaçao básica: suas competencias estao registradas no Art. 259 do Regimento Escolar, cumprindo carga horária de 30 horas semanais.
? Especialistas:
- serviços pedagógicos,
- promover o ajustamento pessoal e social dos alunos,
- acompanhamento da aprendizagem e avaliaçao do aluno. Demais competencias estao registradas no Art. 25 do Regimento Escolar, cumprindo carga horária de 24 horas semanais.
? Colegiado:
- auxiliar, propor, deliberar e tomar decisoes;
- manifestar sobre planos curriculares;
- analisar o calendário escolar;
- PDE;
- aprovar distribuiçao de turmas e aulas e outras competencias de acordo com a legislaçao vigente.
? Professores:
- elaborar e executar planos e atividades correlatas a seu conteúdo;
- manter-se atualizado;
- zelar pelo material utilizado em suas aulas, pelos instrumentos e pelo bom nome da escola;
- participar dos eventos e atividades cívicas e sociais da escola;
- tratar com urbanidade e igualdade todos os funcionários e alunos;
- ser assíduo e pontual, seus direitos e deveres estao registrados nos Arts. 249 a 251, do Regimento Escolar, cumprindo carga horária de 24 horas quando tem cargos completos.
? Alunos:
- conhecer seus direitos e deveres;
- zelar pelo bom nome da escola;
- respeitar as normas, professores e funcionários;
- ser assíduo e disciplinado, seus direitos e deveres estao registrados nos Arts. 264 e 265 do Regimento Escolar, respectivamente, cumprindo carga horária de 50 horas / aula.

Perfil dos profissionais
Vemos a educaçao como um processo de transformaçao, sobrevivencia, comunicaçao e desenvolvimento sócio – cultural. Visamos acompanhar o aluno, ajudando-o a descobrir e a viver determinados valores, vendo a realidade com lucidez e espírito crítico, defendendo-se da pressao exercida pelos meios de comunicaçao.
Só é possível educar partindo de certos valores e para vivenciarmos tais valores temos, na escola, profissionais que buscam qualidades e aperfeiçoamentos e procurando dar enfase aos seus deveres, cumprindo-os.

Profissionais Efetivos

Qualificaçao

Quantificaçao

Mestrado

00

Especializaçao

18

Licenciatura Plena

45

Licenciatura Curta

05

Ed. Musical – UniRio

02

Curso Técnico

17

Magistério

06

Bacharel

01

Profissionais efetivados e designados
Após o aproveitamento de todos os servidores efetivos da escola e da ampliaçao da carga horária obrigatória, persistindo a necessidade de pessoal, pode haver, para cargo vago ou em substituiçao, designaçao em caráter temporário ou anual para as funçoes públicas em questao.

Qualificaçao

Quantificaçao

Mestrado

00

Especializaçao

30

Licenciatura plena

102

Licenciatura curta

00

Ed. Musical – UniRio

04

Curso Técnico

32

Magistério

08


É importante ressaltar que estes dados sao correspondentes ao ano letivo de 2007.
Este perfil sofre alteraçoes a cada ano.

Avaliaçao de desempenho dos profissionais
O processo da Avaliaçao de Desempenho está sendo desenvolvido de acordo com a Resoluçao n.o 5645, de 13 de agosto de 2004.
Inicialmente, houve a divulgaçao em toda a escola através de cartazes e reunioes, para a conscientizaçao dos profissionais envolvidos e logo após foram formadas as comissoes, seguindo todos os passos da Resoluçao, para a efetivaçao da avaliaçao em si.

Código de convivencia
Vivemos num clima de busca constante de qualidade, competencias e habilidades. O módulo II e o bom relacionamento entre os profissionais da escola fazer parte desta busca, visando um crescimento em benefício do funcionalismo, tendo em vista o conceito de melhoria tanto para o profissional quanto para o aluno, ou seja, o ensino – aprendizagem. Sao conquistas adquiridas através de reunioes e encontros pedagógicos e/ou reflexivos.

GESTAO PARTICIPATIVA
Formas de relacionamento com pais e comunidade
O relacionamento com pais e comunidade é feito de modo a atender as necessidades dos mesmos, inclusive de horário, tendo as vezes, atendimento nos 03 (tres) turnos, a exemplo de reunioes pedagógicas.
Outros recursos utilizados sao as apresentaçoes públicas e eventos comunitários envolvendo toda a comunidade escolar e contamos com um razoável número de participantes.

Formas e organizaçoes de representatividade da comunidade: parcerias estabelecidas: formas de utilizaçao das dependencias da escola pela comunidade e serviços que lhe sao oferecidos; a escola e sua relaçao com os conselhos, ONG’S, associaçoes e outras instituiçoes.

Contamos com a açao colegiada em um processo de muito compromisso assumindo com responsabilidade o que lhe compete; a APM precisa ser reativada; contamos também com o envolvimento de alguns pais em atividades extra – classe, como viagens, apresentaçoes, etc.
Nesta escola, em razao do que ela contém, e pela estrutura física, nao oferece condiçoes para o uso da Comunidade e outros serviços, mas mesmo assim estabelecemos parcerias com escolas estaduais e municipais, empresas particulares, hospitais, ACIUB, ECAD, patrulha escolar, Secretaria Municipal de Cultura, empresa de propaganda Senechal (outdoor), Anfiteatro Cícero Diniz, Anfiteatro UFU, Pró – Música, etc.

Recursos físicos e financeiros
A Secretaria da escola cumpre sua atribuiçoes, coerentemente, e está de acordo com o exposto no Regimento Escolar nos Capítulos II e III, artigos 16 a 21.
Contamos com um serviço aprimorado de conservaçao, higiene, limpeza e manutençao do patrimônio escolar.
No tocante a algumas necessidades da escola, menciona-se: instrumentos, uma vez que precisa-se de pianos, já que os existentes sao de uso ultrapassado, nao sendo possível reparos, por falta de peças; equipamentos de som para as salas de musicalizaçao sao insuficientes, necessitando de aumentá-los para subsidiar cada turma; mesas de som, encordoamentos e arcos para todos os instrumentos de cordas dedilhadas elétricos e acústicos.
De acordo com a legislaçao vigente das escolar regulares, sentimos e é necessário oferecer lanche aos alunos nos 03 (tres) turnos, pois a maioria reside longe do Conservatório e ao término das aulas seguem para as escolas de ensino regular e vice-versa e, temos ainda alunos que saem do trabalho e veem direto para o Conservatório, em horário noturno.
No que tange a Caixa Escolar e ao Conselho Fiscal, segue estatuto próprio anexado a esta proposta.

V.II – Organizaçao pedagógica
Gestao de resultados educacionais

O Plano de Atendimento, Critérios e Normas da Matrícula e Frequencia está registrado no Regimento Escolar, Capítulo V, artigos 123 a 149.
Na matrícula, o ingresso no Conservatório se dá através de processo de inscriçao para um posterior sorteio de acordo com o número de vagas existentes e, a partir de 2007, os alunos novatos passarao pelo processo de exame de admissao e aptidao.
Os alunos matriculados a partir de 2006 obedecerao os critérios de idade para enturmaçao de acordo com a Resoluçao n.o 718/2005.
Os alunos que cursam a partir da Fase II farao exames de aptidao, e, consequentemente, passam a ser enturmados de acordo com seu desempenho, idade e classificaçao.
Alunos que apresentam conhecimento musical na comunidade, poderao ingressar no Conservatório, desde que sejam submetidos a classificaçao teórica e prática, sendo conduzidos ao Ciclo e Fase que fizeram jus.
Alunos matriculados em escolas públicas de educaçao básica (ensino fundamental e médio nas redes municipal e estadual), terao prioridade para ingresso e matricula no Conservatório. Serao encaminhados para os diversos ciclos da educaçao musical e para os cursos técnicos, por meio de exames classificatórios.
Na classificaçao, tem-se o posicionamento do aluno em ciclos e fases ou outras formas de organizaçao, compatíveis com sua idade, experiencias e nível de desempenho ou conhecimento, segundo processo de avaliaçao definido pela escola em seu Regimento Escolar. A classificaçao atem por objetivo avaliar as habilidades do aluno em qualquer ciclo ou fase, exceto a Fase Introdutória e Fase I do Ciclo Inicial.
A classificaçao será aplicada para: alunos novatos que tenham conhecimento musical, oriundos de outros conservatórios estaduais e escolas particulares, para os que já estudaram no Conservatório Estadual de Música Cora Pavan Capparelli, para os que já estiveram afastados por vários semestres e, para os alunos que estejam com disparidade entre instrumento e musicalizaçao, de modo a lhes proporcionar melhores condiçoes de cumprimento da grade curricular. Esta situaçao será analisada pela equipe pedagógica e os professores da área, com autorizaçao da direçao e, em casos omissos, serao analisados pela equipe pedagógica (Supervisao e Orientaçao), a luz das Resoluçoes 1132 (de 22/11/97) e 1158 (de 11/12/1998), pelos professores da área de Musicalizaçao e Percepçao e, pela direçao.
Já na reclassificaçao, é reposicionamento do aluno em ciclos e fases diferentes daquelas indicadas em seu Histórico Escolar e far-se-á mediante necessidade do aluno, por uma comissao presidida pela Direçao da escola e que tenha representantes docentes do curso e supervisao pedagógica considerando os componentes curriculares da base nacional comum, bem como em relaçao a frequencia, e esta consta no Regimento Escolar, artigo 165.
Os alunos que vierem a reintegrar o Conservatório serao matriculados e deverao cumprir o Plano Curricular do ano vigente desde que o período de interrupçao tenha 05 (cinco) ou mais anos onde as disciplinas cursadas anteriormente terao validade (conforme Regimento Escolar, artigo 164).
No nivelamento, os testes de nivelamento objetivam-se em avaliar habilidades do aluno em relaçao a conhecimentos musicais através de prova escrita e prova prática, inserindo-o na série a que fizer jus.
Já a organizaçao do tempo e espaço escolar, o Curso de Educaçao Musical terá a duraçao de 09 (nove) anos, de acordo com a Resoluçao 718/2005.
O Curso de Educaçao Musical acontecem em 03 (tres) ciclos de formaçao, a saber:
Ciclo Inicial: subdivide em 03 (tres) fases: fase introdutória, 06 (seis) anos, Fase I, 07 (sete) anos e, Fase II, 08 (oito) anos. O objetivo deste ciclo é a sondagem de aptidoes artístico – musicais e o encaminhamento do aluno para prosseguimento dos estudos. Atividades de musicalizaçao e criatividade, iniciaçao em instrumento musical, canto coral e matéria optativa, serao obrigatórias.
Ciclo intermediário: serao introduzidos, obrigatoriamente, conteúdos de percepçao, instrumento musical, canto coral e uma matéria optativa. Neste ciclo deverao ser identificadas as habilidades e competencias dos alunos, facilidades e o prazer demonstrado na execuçao do instrumento escolhido pelo próprio aluno. É subdivido em 03 (tres) Fases: Fase III, 09 (nove) anos, Fase IV, 10 (dez) anos, Fase V, 11 (onze) anos. O objetivo neste ciclo é a continuidade dos estudos, aquisiçao de conhecimentos e habilidades e competencias.
Ciclo complementar: deverá promover a consolidaçao dos conhecimentos adquiridos nos ciclos anteriores e aperfeiçoar habilidades desenvolvidas, assegurando uma base sólida preparatória a profissionalizaçao. Sao obrigatórios, nesse ciclo, a oferta de conteúdos de percepçao, instrumento musical, prática de conjunto, canto coral e dentre as matérias optativas, escolher uma. Cabe ao professor orientar o aluno e dedicar-se ao um único instrumento durante o Ciclo Complementar. É subdividido em 03 (tres) Fases: Fase VI, 12 (doze) anos, Fase VII, 13 (treze) anos, Fase VIII, 14 (quatorze) anos e 15 (quinze) anos. O objetivo do ciclo é consolidar os conhecimentos adquiridos, aperfeiçoar em um instrumento, adquirir habilidades e experiencia exigidas para profissionalizaçao do nível técnico. Os programas de instrumentos serao elaborados por ciclos e fases no Curso de Educaçao Musical.
A organizaçao de turmas, horários e atividades extra classe, a partir de critérios pedagógicos. A escola atende a comunidade nos 3 (tres) turnos: matutino (das 07:00 as 11:20 horas), vespertino (das 13:00 as 18:10 horas) e noturno (das 18:10 as 22:30 horas), totalizando 105 (cento e cinco) turmas, da seguinte maneira:

Ciclo inicial: Fase Introdutória: Manha: 02 (duas) turmas / Tarde 01 (uma) turma.
                    Fase I: Manha: 02 (duas) turmas / Tarde 01 (uma) turma.
                    Fase II: Manha: 04 (quatro) turmas / Tarde 02 (duas) turmas.
Ciclo intermediário: Fase III: Manha: 04 (quatro) turmas / Tarde 05 (cinco) turmas.
                                Fase IV: Manha 06 (seis) turmas / Tarde 05 (cinco) turmas.
                                Fase V: Manha: 10 (dez) turmas / Tarde 10 (dez) turmas / Noite: 05 (cinco) turmas.
Ciclo complementar: Fase VI: Manha: 03 (tres) turmas / Tarde 07 (sete) turmas / Noite: 02 (duas) turmas.
                                 Fase VII: Manha: 02 (duas)  turmas / Tarde 05 (cinco)  turmas / Noite: 02 (duas) turmas.
                                 Fase VII: Manha: 02 (duas)  turmas / Tarde 04 (quatro) turmas / Noite: 02 (duas) turmas.
Ensino técnico profissionalizante: Tarde: 09 (nove) turmas / Noite: 09 (nove) turmas.

 

A proposta curricular é baseada na Resoluçao 718/2005 e consta no Regimento Escolar a partir do Capítulo IV da Composiçao curricular, Seçoes I, II, III e IV, artigos 112 a 130 e, tem como cursos integrantes o curso Técnico em Instrumento e Técnico em Canto, que sao organizados em 03 (tres) séries anuais, com carga horária de 1.116:40 e 1.116:00, respectivamente.

Componentes curriculares
- Curso Técnico Profissionalizante em Instrumento

> Instrumento
> Percepçao musical
> História da música; Apreciaçao musical erudita e contemporânea
> Noçoes de estrutura e estruturaçao musical
> Canto coral
> Noçoes de regencia
> Instrumento complementar
> Música de câmara
> Música popular e folclórica; Apreciaçao musical
> Oficina de multimeios
> Prática de orquestra e conjunto
> Prática profissional
- Curso Técnico Profissionalizante em Canto
> Canto
> Percepçao musical
> História da música; Apreciaçao musical erudita e contemporânea
> Canto coral
> Noçoes de regencia
> Instrumento complementar – Piano
> Música popular e folclórica; Apreciaçao musical
> Técnica vocal – Dicçao
> Oficina de multimeios
> Prática de conjunto
> Prática profissional
> Apreciaçao significativa em música: escuta, envolvimento e compreensao da linguagem musical
> Compreensao da música como produto cultural e histórico
> Identificaçao da transformaçao dos sistemas musicais ao longo da história e em diferentes grupos e etnias, e sua relaçao com a história da humanidade
> Conhecimento de algumas transformaçoes pelas quais passavam as grafias musicais ao longo da história e também a linguagem musical
> Identificaçao e caracterizaçao de obras e estilos musicais de distintas culturas, relacionando-os com as épocas em que foram compostas.

Instrumento
> Funçao: execuçao
> Subfunçao: realizaçao performancial de textos musicais previamente elaborados ou criados no ato mesmo de sua realizaçao e/ou atualizaçao.
- Competencias
> Conhecer, analisar e aprimorar a técnica e a expressao instrumental;
> Adequar a prática dentro do contexto de realizaçao das fontes sonoras e rítmicas, improvisando-as;
> Mobilizar saberes técnicos e expressao instrumental em situaçao prática;
> Dominar artisticamente o instrumento e a gramática musical dos diferentes generos musicais, no contexto da execuçao;
> Conhecer e dominar as tecnologias básicas aplicadas a execuçao musical;
> Criar e poetizar a partir da obra do compositor;
> Relacionar, analisar e utilizar os elementos básicos de postura, leitura e memória;
> Pesquisar repertório adaptando ao seu nível e ao público alvo;
> Captar a intençao estética do compositor;
> Lidar com situaçoes de improviso dentro dos generos musicais diversos;
> Aprimorar a execuçao por meio da construçao de saberes e de análise, reflexao e compreensao desta técnica e estética;
> Estabelecer as relaçoes dos componentes básicos da leitura na execuçao;
> Estabelecer relaçoes de sonoridade de acordo com a situaçao prática;
> Conhecer e analisar morfologia musical.

Habilidades
> Executar repertório específico e adequado ao seu nível de profissionalizaçao;
> Aplicar, na atuaçao, as técnicas de execuçao e os elementos básicos da postura, leitura e memória;
> Interpretar textos musicais, individuais e coletivos, no ato da realizaçao;
> Ler e interpretar os signos gráficos musicais;
> Utilizar o gesto técnico, expressivo e instrumental;
> Utilizar as possibilidades das tecnologias aplicadas na execuçao musical.

Bases tecnológicas
> Percepçao, organizaçao e leitura rítmica, melódica, harmônica e textual aplicadas;
> Execuçao e manipulaçao de elementos textuais aplicados a diversas situaçoes da execuçao musical;
> Ferramentas e técnicas de expressao individual e de manipulaçao de repertórios;
> Execuçao aplicada a performance coletiva;
> Normas e padroes de utilizaçao dos elementos básicos de postura, leitura, memória e sincronicidade;
> Técnicas de leitura e de improvisaçao;
> Pesquisa de repertório e de adequaçao mercadológica;
> Técnica de análise de fraseologia, agógica, estilos, sonoridade, sincronizaçao;
> Conhecimentos de estilos, formas e generos;
> Conhecimentos básicos dos meios e tecnologias utilizadas na execuçao musical;

Canto
> Funçao: execuçao
> Subfunçao: realizaçao performancial de textos musicais previamente elaborados.

Competencias
> Conhecer, analisar e aprimorar a técnica e a expressao vocal;
> Mobilizar saberes técnicos e expressao vocal em situaçao prática;
> Dominar artisticamente a voz e a gramática musical dos diferentes generos e estilos musicais, no contexto da execuçao;
> Criar e poetizar a partir da obra do compositor;
> Relacionar, analisar e utilizar os elementos básicos de postura, leitura e memória;
> Pesquisar repertório adaptando ao seu nível e ao público – alvo;
> Captar a intençao estética do compositor;
> Aprimorar a execuçao por meio da construçao de saberes e da análise, reflexao e compreensao técnica e estética;
> Estabelecer as relaçoes dos componentes básicos da leitura na execuçao;
> Conhecer e analisar a morfologia musical;

Habilidades
> Executar repertório específico e adequado a seu nível de profissionalizaçao;
> Utilizar elementos de conhecimento de leitura a primeira vista, improvisaçao, transposiçao e acompanhamento no momento da realizaçao musical;
> Aplicar, na atuaçao, as técnicas de execuçao e os elementos básicos da postura, leitura e memória;
> Interpretar os textos musicais individual e coletivos no ato da realizaçao;
> Ler e interpretar os signos gráficos musicais;
> Utilizar o gesto técnico, expressivo e instrumental;
> Utilizar as possibilidades das tecnologias aplicadas na execuçao musical;

Bases tecnológicas
> Percepçao, organizaçao e leitura rítmica, melódica, harmônica e textural aplicadas;
> Execuçao e manipulaçao de elementos textuais aplicados a diversas situaçoes da execuçao musical;
> Ferramentas e técnicas de expressao individual e coletiva e de manipulaçao de repertórios;
> Normas e padroes de utilizaçao dos elementos básicos de postura, leitura, memória e sincronicidade;
> Técnicas de leitura e de improviso;
> Pesquisa de repertório e de adequaçao mercadológica;
> Técnicas de leitura a primeira vista, de transposiçao e de acompanhamento instrumental e/ou vocal;
> Conhecimento de estilos, formas e generos;
> Conhecimentos básicos dos meios, tecnologias e veículos utilizados na execuçao musical;

Leitura a primeira vista, transporte e acompanhamento
> Funçao: execuçao
> Subfunçao: realizaçao performancial de textos musicais previamente elaborados ou criados no ato mesmo de sua realizaçao e/ou atualizaçao.

Competencias
> Conhecer e dominar as tecnologias básicas aplicadas a execuçao musical;
> Estabelecer as relaçoes dos componentes básicos da leitura e execuçao;
> Lidar com situaçoes de improviso dentro dos generos musicais diversos e estabelecer as relaçoes de sonoridade de acordo com a situaçao prática;

Habilidades
> Utilizar os elementos e conhecimentos de leitura a primeira vista, improvisaçao, transposiçao e acompanhamento no momento da realizaçao musical;
> Aplicar na atuaçao as técnicas de execuçao e os elementos básicos da postura, leitura e memória;
> Interpretar textos musicais, individuais e coletivos, no ato da realizaçao, improvisando-os;

Bases tecnológicas
> Técnicas de leitura a primeira vista, de transposiçao e de acompanhamento instrumental;
> Conhecimentos de estilos, formas e generos;
> Técnicas de leitura e de improvisaçao;

Percepçao musical
> Funçao: execuçao
> Subfunçao: percepçao e leitura musical

Competencias
> Utilizar a acuidade auditiva no fazer musical;
> Combinar e executar as estruturas rítmicas e melódicas no fazer musical;
> Articular, integrar e perceber os componentes da linguagem musical;
> Dominar a leitura e interpretaçao dos códigos da linguagem musical;
> Analisar peças musicais;

Habilidades
> Articular no fazer e/ou criar as capacidades rítmicas de percepçao e sensibilidade;
> Desenvoltura na leitura e escrita musical;
> Ouvir, cantar, reconhecer e distinguir tons, semitons, graus de escala, intervalos;
> Solfejar linhas melódicas e rítmicas, escalas maiores e seus intervalos e arpejos;
> Construir e identificar, auditivamente, escalas relativas natural, harmônica e melódica, maior-menor, cromática, e outras;
> Classificar acordes;

Bases tecnológicas
> Ditados e solfejos rítmicos, melódicos e harmônicos;
> Treino auditivo;
> Percepçao e organizaçao rítmica, melódica, harmônica e textural;
> Criaçao e utilizaçao de recursos didáticos de apoio a percepçao musical;

Noçoes de estruturaçao musical
> Funçao: criaçao
> Subfunçao: composiçao original ou arranjos elaborados a partir de texto escrito tradicional (partitura) – compositor de notaçao gráfica tradicional.

Competencias
> Perceber e organizar mentalmente as idéias e a gramática musical, para criar obras novas e para apreciaçao;
> Articular no fazer e/ou criar os componentes básicos da linguagem artística (forma, valor, textura, volume, espaço, movimento, tempo, ritmo, harmonia, tensao, dinâmica, simetria, assimetria, etc);
> Combinar as estruturas rítmicas, harmônicas e melódicas;
> Utilizar a acuidade auditiva no fazer/criar

Habilidades
> Reconhecer e aplicar as ferramentas de composiçao;
> Elaborar e redigir idéias e textos musicais simples;

Bases tecnológicas
> Técnicas de percepçao e organizaçao rítmica, melódica, harmônica e textural;
> Técnicas de estruturaçao musical e manipulaçao de elementos texturais aplicados a criaçao musical;
> Ferramentas e técnicas de aplicaçao e aproveitamentos e tecnologias essenciais – softwares;
> Estruturaçao musical e análise estilística;
> Técnicas de prosódia, modulaçoes e fraseologia;

Oficina de multimeios
> Funçao: produçao
> Subfunçao: editoraçao de textos musicais escritos, como suporte a execuçao. Compreende o emprego de microcomputador para a editoraçao em geral e, em especial, para a criaçao de partituras musicais, com os principais recursos de softwares.

Competencias
> Conhecer, integrar e adaptar os componentes da linguagem musical na ediçao de partituras musicais por meios eletrônicos;
> Conhecer, utilizar e desenvolver as técnicas da diagramaçao;
> Conhecer e utilizar as funçoes básicas dos softwares e editoraçao de partituras;
> Pesquisar as novas tendencias de uso dos meios eletrônicos na criaçao de partituras musicais;
> Interpretar e considerar no processo criativo de partituras musicais, as características, possibilidades e limites das tecnologias de editoraçao contemporânea e as normas e padroes internacionais de editoraçao;

Habilidades
> Utilizar microcomputadores na editoraçao de partituras musicais;
> Aplicar os recursos de software na editoraçao de partituras;
> Aplicar as técnicas de estruturaçao musical a editoraçao eletrônica;

Bases tecnológicas
> Organizaçao rítmica, melódica e textual, aplicas a editoraçao eletrônica;
> Padroes de estruturaçao e manipulaçao de elementos texturais de partituras musicais;
> Ferramentas e técnicas de aplicaçao e aproveitamento de equipamentos e tecnologias essenciais;
> Pesquisa, organizaçao e manipulaçao de softwares de editoraçao em geral e de editoraçao de partituras;
> Técnicas de escrita dos signos por meios eletrônicos de softwares;

História da Música e Apreciaçao Musical Erudita
> Funçao: Criaçao e análise.

Competencias
> Pesquisar a história da música de nossa cultura com uso de recursos tecnológicos disponíveis;
> Conhecer a história da música erudita da nossa e de outras culturas;
> Compreender a evoluçao da música de nossa cultura e do mundo;
> Analisar e apreciar música em vários estilos;
> Analisar criticamente o uso da música pelos meios de comunicaçao;
> Diferenciar o estudo da forma aos diferentes generos de música erudita;

Habilidades
> Articular no fazer/criar as capacidades de análise dos diversos estilos e generos musicais;
> Redigir textos de forma original e criativa, levando a melhor compreensao da música de nossa cultura;
> Aplicar as ferramentas de composiçao e análise na performance musical;
> Treinar a cultura musical;
> Identificar estilos de épocas diversas;

Bases tecnológicas
> Conhecimento e estilos, generos, repertórios, obras e uso;
> Aplicar ferramentas da análise no fazer musical;
> Elaborar estudo analítico do repertório estudado e aplicá-lo em recitais didáticos;
> Analisar obras e diferenciar generos musicais;
> Perceber, auditivamente, os diferentes generos e estilos musicais;

Canto Coral
> Funçao: execuçao
> Subfunçao: realizaçao performancial de textos musicais previamente elaborados para grupos de cantores – canto coral.

Competencias
> Conhecer, analisar e aplicar as técnicas de canto coletivo;
> Perceber, mentalmente, as idéias e a gramática musical das diversas vozes corais;
> Articular os meios para planejamento da performance de ensaios e apresentaçoes;
> Interpretar, planejar, organizar roteiros e instruçoes de caráter técnico e estético para a conduçao e organizaçao dos grupos vocais;

Habilidades
> Utilizar, na realizaçao, os elementos e conhecimentos de leitura e improvisaçao;
> Ler e interpretar textos musicais;
> Perceber, compreender e utilizar elementos de sincronicidade, pulsaçoes internas e externas e de postura gestual;
> Atuar como dirigentes de pequenos coros;

Bases tecnológicas
> Técnicas de relaxamento, respiraçao e aquecimento vocal;
> Percepçao, organizaçao, leitura e escrita rítmica e textural aplicados ao repertório;
> Técnicas e métodos de formaçao de conjuntos corais;

Noçoes de regencia coral
> Funçao: execuçao.
> Subfunçao: realizaçao performancial de textos musicais previamente elaborados através do ato de orientaçao de outros executantes – regencia.

Competencias
> Conhecer, analisar e aplicar as técnicas de regencia;
> Perceber e organizar mentalmente as idéias e a gramática musical, para a orientaçao de conjuntos vocais;
> Articular, integrar e adaptar os componentes de linguagem musical e os elementos das técnicas de regencia de forma contextualizada;
> Articular os meios para planejamento da performance de ensaios e apresentaçoes;
> Escolher e adaptar os repertórios específicos a cada conjunto musical e contexto;

Habilidades
> Reger grupos vocais;
> Ler e interpretar textos musicais;
> Utilizar elementos de sincronicidade, pulsaçoes internas e externas e de postura gestual na conduçao de grupos vocais;
> Escolher e adaptar os repertórios específicos a cada conjunto e os diferentes contextos;

Bases tecnológicas
> Regencia de grupos vocais;
> Ferramentas e técnicas de expressao individuais e coletivas e da manipulaçao de repertórios;

Técnica vocal e dicçao
> Funçao: execuçao
> Subfunçao: elaboraçao performancial da voz e da dicçao vocal.

Competencias
> Conhecer os elementos básicos da dicçao dos idiomas alemao, italiano, espanhol, portugues e frances;
> Distinguir as características sonoras de cada idioma;
> Utilizar técnicas de relaxamento vocal corporal;
> Saber colocar-se em postura correta;
> Realizar a respiraçao correta e consciente;
> Possuir dicçao e pronúncia adequada;
> Aplicar os conhecimentos sobre higiene vocal;

Habilidades
> Adquirir técnicas de postura, respiraçao e relaxamento;
> Obter boa flexibilidade corporal ao falar e cantar;
> Manipular técnicas de leitura de textos e letras de músicas com articulaçao, pronúncia e expressao;
> Saber empregar recursos da voz;

Bases tecnológicas
> Execuçao de exercícios utilizando obstáculos a fala;
> Variaçoes rítmicas com vogais e palavras;
> Vocalizes de aquecimento;
> Técnicas de respiraçao e relaxamento;

Instrumento complementar
> Funçao: execuçao.
> Subfunçao: Realizaçao performancial de textos musicais previamente elaborados.

Competencias:
> Conhecer, analisar e aprimorar a técnica instrumental;
> Mobilizar saberes técnicos e expressao instrumental na prática do acompanhamento musical;
> Conhecer os recursos e tecnologias básicas aplicadas a execuçao musical;
> Estabelecer as relaçoes dos componentes básicos da leitura na execuçao;
> Estabelecer as relaçoes de sonoridade de acordo com a situaçao prática;

Habilidades:
> Executar repertório específico e adequado ao seu nível de profissionalizaçao;
> Aplicar, na atuaçao, as técnicas de execuçao e os elementos básicos da postura, leitura e memória;
> Ler e interpretar os signos gráficos musicais;

Bases tecnológicas
> Percepçao, organizaçao e leitura rítmica, melódica, harmônica e textural aplicados;
> Técnicas de leitura e de improvisaçao;
> Execuçao aplicada a performance coletiva, na forma de acompanhamento musical;
> Técnicas de análise da fraseologia, agógica, estilos, sonoridade, sincronizaçao.

Música de câmara
> Funçao: execuçao.
> Subfunçao: Prática instrumental de duos, trios e quartetos.

Competencias
> Conhecer e aprimorar as técnicas da prática em conjunto;
> Pesquisar repertório específico para diversos grupos instrumentais;
> Conhecer, executar e difundir obras de compositores nacionais e internacionais;
> Executar e valorizar obras da cultura musical brasileira contemporânea;

Habilidades
> Elaborar, com autonomia, articulaçoes, ornamentos, dinâmicas e outros fatores relevantes inerentes a execuçao musical, levando-se em conta estilos e intençoes do compositor, evoluçao do instrumento e nível técnico do executante;
> Conhecer instrumento musical, no que se refere a construçao, emissao do som, condiçoes e/ou limitaçoes acústicas.
> Adaptar e modificar obras musicais sem alterar a essencia da obra em questao;

Bases tecnológicas
> Obras de todo os períodos da História da Música, adaptadas ao nível de execuçao do aluno;
> Peças para solo com acompanhamento de piano, violao, etc;
> Peças contemporâneas de autores nacionais adaptadas ao nível do aluno;
> Aplicaçao do repertório estudado ao mercado de trabalho, elaborando arranjos para casamentos, bares, eventos, seminários, etc.

Prática de orquestras e conjuntos
> Funçao: execuçao.
> Subfunçao: realizaçao performancial de textos musicais previamente elaborados na forma de conjuntos musicais.

Competencias:
> Dominar, artisticamente, o instrumento vocal e a gramática musical dos diferentes generos e estilos musicais, no contexto da execuçao;
> Conhecer e dominar as tecnologias básicas aplicadas a execuçao musical;
> Pesquisar repertório adaptando ao seu nível e ao público alvo;
> Articular os elementos da prática coletiva;
> Lidar com situaçoes de improviso dentro de generos musicais diversos;
> Estabelecer as relaçoes de sonoridade de acordo com situaçao prática;

Habilidades
> Executar repertório específico e adequado ao seu nível de profissionalizaçao, priorizando a prática coletiva;
> Interpretar textos musicais coletivamente, no ato da realizaçao;
> Atuar na prática de conjunto respondendo aos desafios colocados na situaçao específica da performance;
> Ler e interpretar textos musicais;

Bases tecnológicas
> Ferramentas de técnicas de expressao individual e coletiva e de manipulaçao de repertórios;
> Execuçao aplicada a performance coletiva;
> Normas e padroes dos elementos básicos de postura, leitura, memória e sincronicidade.

Prática Profissional
O organizaçao curricular do curso contempla ainda atividades específicas de Prática Profissional, desenvolvida no próprio estabelecimento de ensino, com acompanhamento da professora da disciplina.
A prática profissional é obrigatória e só poderá ser realizada após cumprimento pelo menos dois terços da carga horária mínima fixada para as matérias da Matriz Curricular da respectiva habilitaçao.
Nao será permitido destinar-se todo um ano letivo exclusivamente a Prática Profissional previstas pela disciplina.
A carga horária é de 66:40, distribuída no terceiro ano do curso técnico.

Prova Pública
Para avaliaçao pública, as peças a serem executadas deverao ser de nível técnico, equivalente ao último período do instrumento ou canto, predominando 80% (oitenta por cento) erudito. Os critérios de avaliaçao e o programa da prova pública constam no Regimento Escolar, nos artigos 211 a 218.

Critérios de aproveitamento de conhecimentos e experiencias anteriores
Poderao ser aproveitados os limites de 25% (vinte e cinco por cento) da carga horária total do curso, estudos realizados com exito em quaisquer cursos e exames legalmente autorizados, no mesmo nível de ensino, desde que os componentes a serem aproveitados estejam diretamente relacionados com o perfil profissional de conclusao do curso.
O aluno deverá protocolizar um requerimento de aproveitamento de estudos, dirigido ao Diretor (a) e anexar a este uma cópia autenticada do Histórico Escolar afim de serem comprovados: carga horária, componentes curriculares, rendimentos escolares e competencias profissionais.
Nos casos de conhecimentos e experiencias adquiridos em cursos de Educaçao Profissional de nível básico ou por meios informais, o aluno deverá se submeter a uma avaliaçao teórico/prática, elaborada por uma comissao de profissionais de instituiçao escolar e presidida pelo Diretor (a), que aferirá a aquisiçao das competencias profissionais relacionada com os componentes curriculares em questao e reconhecerá seu grau de conhecimento e seu posicionamento escolar.

Metodologia
No currículo sao considerados os aspectos:
> conhecimento da nossa realidade;
> saber para que e para quem se planeja;
> sondagem e diagnóstico da realidade para nao propor açoes impossíveis, inadequadas ou já realizadas;
> a tendencia do mundo contemporâneo, como agente de mudanças que indicam a necessidade de se construir uma formaçao mais integrada;
> compreensao e inserçao das práticas musicais em projetos integrados, multimídia e multimeios;
> manutençao das práticas de conjunto (bandas, corais, orquestras e outros);
> criaçao e produçao de espetáculos artísticos (óperas, cenas líricas, autos de natal, concertos, concursos, festivais, etc), buscando integrar e associar o artístico e técnico, de maneira a sensibilizar o aluno quanto ao ambiente em que se vai trabalhar, iniciando-o em outras formas de arte;
> disposiçao das novas tecnologias de editoraçao, de captaçao de som, de geraçao de som, de gravaçao, através da computaçao gráfica e suas diversas maneiras de lidar com a criaçao e manipulaçao de seus materiais, formas, etc;
> fomentaçao quanto a necessidade do aluno em achar novas formas para que possa desenvolver planos de açao as tecnologias emergentes como Internet e transmissoes via satélite;
> participaçao em atividades da comunidade, espetáculos de rua, eventos alternativos, com vistas a direcionar o aluno para as áreas de publicidade e para as produçoes independentes.
Entendemos que o Conservatório, mais do que qualquer outra escola, deve ser um espaço de criaçao. Criar exige capacidade de participaçao no meio. A meta mais importante é encaminhar nosso aluno, ser humano que pensa, caminha e age, para a sua própria realizaçao como pessoa humana, como um todo, que fez uma opçao consciente e orientada, organizada para falar uma linguagem artística.
Na sua missao de divulgar a boa música, o Conservatório é parte significativa do processo de formaçao de seres humanos sensíveis e reflexivos, capazes de perceber, sentir, relacionar, pensar, comunicar-se, dialogar, etc.
O universo sonoro que vai sendo apresentado, natural e intencionalmente aos alunos, possibilita-lhes o contato com grande variedade de eventos e estímulos sonoros: produzidos pela voz humana, pelos sons corporais da natureza, das máquinas e também pela música, linguagem que organizando, expressivamente, sons e silencio, comunica e expressa sensaçoes, sentimentos, emoçoes e pensamentos, e que constitui-se em uma das formas de conhecimento e representaçao do mundo.
Fazer e apreciar música sao atividades cotidianas do Conservatório que fazer parte do dia a dia de todos os nossos alunos, visando nao somente a futura formaçao profissional (que também seria bem vinda), mas uma formaçao integral, plena, harmônica e equilibrada, em consequencia dos benefícios proporcionados pelo trabalho desenvolvido com a linguagem musical.
Temos, como objetivos dos programas aplicados:
> atrair, despertar o amor, para a nossa cançao, trabalhando-a incansavelmente, em composiçoes artísticas bem elaboradas, com qualidade que nossas interpretaçoes despertem o gosto em quem as ouvir.
A busca de um processo de pronúncia de nosso idioma ao cantar, leva-nos a:
> conhecer e adotar atitudes de respeito diante das músicas produzidas por diferentes culturas, povos, sociedades, etnias, na contemporaneidade e nas várias épocas, analisando usos, funçoes e valores e, estabelecendo relaçao entre elas;
> comparaçao e compreensao do valor e funçao da música de diferentes povos e épocas, e possibilidades de trabalho que ela tem oferecido;
> discussoes e reflexoes sobre a música que o aluno consome, tendo em vista o mercado cultural (indústria de produçao, distribuiçao e formas de consumo), a globalizaçao, a formaçao de seu gosto, a cultura das mídias;
Nossos programas visam promover um ensino atualizado de qualidade e adequado ao contexto de nossos discentes, seguindo a orientaçao de diferentes “escolas” e conforme as características cognitivas, sociais e afetivas dos alunos.
Os programas de cada conteúdo, compoem-se de um recurso de apoio para o professor e sao constituídos por um conjunto de sugestoes, objetivos, aprendizagem e atividades que permitem a equipe pedagógica atender a realidade dos alunos. Através das relaçoes interpessoais, cumprimos a funçao educacional, proporcionando o progresso e ampliando constantemente os limites dos alunos. Os envolvidos no ato de ensinar e aprender tem papel fundamental, visando contextualizaçao no tempo e no espaço.
Sendo o currículo o conjunto de atividades vividas na escola, inclusive projetos e atividades extra classe, as orientaçoes de estudo, necessariamente, compoem a matriz curricular.

Educaçao especial
Entende-se por educaçao especial a modalidade oferecida no curso de Educaçao Musical aos indivíduos com deficiencia cognitiva, permanente ou transitória, de modo a garantir-lhes o desenvolvimento de suas potencialidades.
O Conservatório Estadual de Música Cora Pavan Capparelli recebe indivíduos em situaçao de deficiencia cognitiva em diversos níveis, adequando-os as modalidades próprias de acordo com o número de vagas, faixa etária e realidade escolar.
A matrícula será efetivada somente com a apresentaçao do laudo médico circunstanciado, declaraçao do acompanhamento dos pais ao tratamento mediante equipe multidisciplinar, que deverá ser feita por escrito, deferindo ou indeferindo a anexada a mesma.
O ensino da Educaçao Especial torna-se, portanto, parte integrante do Conservatório, conforme legislaçao vigente, baseando-se:
> nos princípios éticos, políticos e estéticos da educaçao, em uma sociedade democrática justa, igualitária e plural para todos;
> no dever de proporcionar a igualdade aos indivíduos em situaçao de deficiencia para acesso, percurso e permanencia na educaçao escolar da música e das artes;
> na necessidade de desenvolver políticas educacionais inclusivas que pressupoem o cumprimento da funçao escolar na música e nas artes para com todos os alunos, sem discriminaçao ou segregaçao e, amplo respeito as diferenças educacionais que os alunos possam apresentar no processo de sua aprendizagem;
A Educaçao Especial tem como objetivo assegurar a inclusao do indivíduo em situaçao de deficiencia cognitiva em programas, projetos e práticas de conjuntos, favorecendo o desenvolvimento de competencias, atitudes e habilidades necessárias ao pleno exercício da cidadania.
A Educaçao Especial tem os mesmos objetivos estabelecidos nas etapas, ciclos e fases da Educaçao Musical.
A oferta da Educaçao Especial deverá basear-se nos seguintes princípios:
> igualdade de condiçoes para o acesso e permanencia no Conservatório;
> participaçao da família e da comunidade na complementaçao de serviços e recursos afins;
> atençao ao aluno, o mais cedo possível, prevenindo sequelas decorrentes do atendimento tardio;
> ao limite de 5% (cinco por cento) de vagas oferecidas no início do ano letivo;
> relatório circunstanciado da escola regular e/ou do método que assiste o educando, contendo informaçoes necessárias aos fatores, causas e procedimentos para análise com critérios do Conservatório e, adequaçao do aluno, tanto para o instrumento quanto para a musicalizaçao.
As necessidades educacionais especiais dos alunos podem ser múltiplas, diferenciadas ou relacionadas com vários fatores e causas, sendo mais freqüentes nos educandos que apresentam:
> diferenças significativas no processo de aprendizagem, exigindo adaptaçoes em apoio específicos;
> diferenças significativas no processo de aprendizagem, exigindo adaptaçoes em apoio específicos;
> deficiencia física, motora, sensorial ou múltipla;
> conduta típicas de síndrome;
> talentos ou altas habilidades.
Sao considerados serviços complementares ou suplementares de apoio especializado: salas de recursos, itinerância, oficinas pedagógicas e de formaçao e capacitaçao profissional, instruçao ou interpretaçao de Libras e Braille, Códigos Aplicáveis, orientaçao e mobilidade, atividades da vida diária, fisioterapeutas, psicólogos e outras que se fizer necessário a formaçao do educando.
As estratégias de ensino, com relaçao do Ensino Especial, visam nao haver distinçao entre pessoas e cabe ao professor, ser observador, estar atento a trajetória evolutiva do aluno e, para tanto, é necessário ser estudioso, dentro da área que requer um aprimoramento mais acentuado, permitindo-lhe a identificaçao do aluno deficiente em suas reais potencialidades e, ao mesmo tempo, levar em consideraçao as circunstâncias locais de ensino.
O material a ser usado deverá ser adaptado as técnicas de ensino com procedimento aberto e seguro.
Diante do desenvolvimento pessoal de cada um, deverá haver uma flexibilidade curricular com avaliaçao diagnóstica e nao comparativa, pois o crescimento é individual, independente das características apresentadas.
Ao acolher o aluno deficiente, o professor deverá trabalhar como multi – observador, buscar e oferecer ajuda, enxergar os recursos e nao as deficiencias, compartilhar experiencias com a equipe, dedicar tempo para estudos e informaçoes.
Tornar viável a aplicaçao prática dos trabalhos realizados.
O atendimento ao aluno da Educaçao Especial será efetivado com base nos seguintes procedimentos:
> pesquisas e estudos científicos para aprimorar os processos pedagógicos;
> avaliaçao educacional realizada por uma equipe pedagógica composta no mínimo por: professor, supervisor e/ou orientador educacional;
> diagnóstico multidisciplinar, evolvendo profissionais da área da Educaçao e Saúde, quando for o caso, e com a participaçao da família;
> relatório circunstanciado das informaçoes básicas que justifiquem a oferta;
> plano de desenvolvimento individual do aluno.
A duraçao das etapas da Educaçao Especial nao deverá ultrapassar 50% (cinquenta por cento) do tempo escolar previsto para o ensino regular.
Para o estabelecimento de parceria com instituiçao especializada, a escola caminhará processo a Secretaria de Estado da Educaçao, observadas as normas contidas na Resoluçao n.o 449/02.
As instituiçoes e serviços que oferecem Educaçao Especial deverao contar com:
> profissionais com especializaçao adequada ou capacitaçao na área;
> espaços físicos acessíveis;
> mobiliário e equipamentos adequados as necessidades especiais e a faixa etária dos usuários dos serviços;
> equipe multiprofissional, quando for o caso, constituída mediante parcerias nas áreas de educaçao, saúde, assistencia social e outras;
> serviços de apoio oferecidos a escola regular, aos alunos e suas famílias, e, capacitaçao continuada dos profissionais.
O Conservatório terá quadro de pessoal e número de alunos por turma, adequados a natureza do trabalho e as necessidades especiais, com observância das normas vigentes.
A certificaçao especial de conclusao de etapa ou curso de educaçao musical oferecida ao aluno em situaçao de deficiencia cognitiva, no que e como couber, descreverá as habilidades e competencias a partir de relatório circunstanciado e plano de desenvolvimento, de que constem ainda:
> avaliaçao pedagógica alicerçada em programa de desenvolvimento educacional para o aluno;
> tempo de permanencia na etapa do curso;
> processos de aprendizagem funcionais, da vida prática e da convivencia social;
> nível de aprendizado da leitura e escrita na música;
> adaptaçoes nos materiais escolares, adaptaçoes de pequeno, médio e grande porte do currículo.
A escola deverá manter arquivo com a documentaçao que comprove a necessidade de emissao da certificaçao especial, incluindo o relatório circunstanciado e o plano de desenvolvimento individual do aluno, para garantia da regularidade da vida escolar do aluno e controle pelo sistema de ensino.
Os professores, diretores, especialistas e outros profissionais da Educaçao Especial devem ser incluídos em cursos de formaçao específica para a educaçao musical e nas artes.
Todo o enunciado sobre Educaçao Especial foi baseado em:
> LDB (9394/96);
> Resoluçao 451/03;
> Parecer 424/03;
> Declaraçao de Salamanca;
> Orientaçao SD de 01 de 2005;
> Resoluçao 718/2005.
O ensino – aprendizagem oferecido pelo Conservatório nao inclui serviços de área clínica com intervençoes mentais fora de controle.
As avaliaçoes obedecerao os critérios estabelecidos e adotados no Curso de Educaçao Musical, levando em consideraçao os avanços e a aprendizagem dos alunos dentro de seus limites.

Perfil do curso de Educaçao Musical
O curso de Educaçao Musical tem por objetivo promover a formaçao musical de crianças, adolescentes e jovens, através de atividades de iniciaçao musical, enriquecendo o currículo em artes visuais, dramáticas, danças e canto, desenvolvendo atividades que favoreçam a aquisiçao de habilidades e competencias, conforme Área de Expressao e Comunicaçao Cenica, da Matriz Curricular, fundamental neste processo e no desenvolvimento da execuçao de instrumentos musicais, proporcionando aos alunos melhor preparaçao para formaçao específica, exigidas para a profissionalizaçao em nível técnico.
Será conferido, ao final do curso, um certificado de conclusao.

Perfil de conclusao do curso de Educaçao Musical – Habilidades e Competencias:
O aluno, ao concluir o curso de Educaçao Musical, deverá estar apto a:
> elaborar, aplicar e articular os componentes básicos da linguagem musical;
> elaborar e interpretar idéias e noçoes artístico – musicais;
> incorporar a prática de conjunto o conhecimento adquirido nas fases anteriores;
> produzir e interpretar músicas;
> utilizar, adequadamente, métodos teóricos, recursos e equipamentos específicos a produçao, interpretaçao e difusao artísticas;
> aplicar experiencias da vida cotidiana e da natureza, a elaboraçao musical.

Processo de avaliaçao dos alunos nos ciclos, nas competencias e habilidades
A avaliaçao é um dos recursos que contribui para a efetivaçao de uma proposta pedagógica que tem o sucesso escolar como um dos desafios. Ela abre novos caminhos, novas buscas na construçao do ensino – aprendizagem e o Conservatório proporciona mecanismos de promoçao cultural, disponibilizando os vários grupos musicais, garantindo assim a manutençao da arte musical em nossa sociedade.
Para ser coerente com as propostas apresentadas fazemos um trabalho de orientaçao de estudo, onde incluímos uma avaliaçao diagnóstica dentro do seu verdadeiro sentido, conforme as açoes propostas.
A avaliaçao visará especialmente diagnosticar a situaçao real de aprendizagem do aluno em relaçao a indicadores de desempenho, definidos pelo Conservatório, através de reunioes de módulo II.
E acontece se o aluno improvisa, compoe, interpreta vocal e/ou instrumentalmente, pesquisando, experimentando e organizando diferenciadas possibilidades sonoras, sabendo trabalhar em equipe, respeitando a produçao própria e a de colegas, da utilizaçao dos conhecimentos básicos da linguagem e grafia musical, como meios de comunicaçao e expressao de idéias, sentimentos, manifestaçao e cooperaçao, por parte do aluno, que interage grupalmente em processos de criaçao e interpretaçao musicais.
Ao apreciar músicas de distintas culturas e épocas, o aluno valoriza essa diversidade sem preconceitos estéticos, étnicos, culturais e de genero, passando a reconhecer e comparar, por meio da percepçao sonora, composiçoes quanto aos elementos da linguagem musical, identificando estilo, forma, motivo, andamento, textura, timbre e vocabulário musical adequado para comparar composiçoes que apresentem estéticas diferenciadas.
A avaliaçao de aprendizagem se fará através de processo contínuo e cumulativo devendo participar todas as pessoas diretamente envolvidas didaticamente e será conferida, através de recitais, oficinas, workshops, concursos, feiras, aulas públicas, etc.

Critérios de avaliaçao
Progressao continuada: será adotada nos 03 (tres) ciclos com registro de acordo com a legenda e nao elimina a avaliaçao:
A -> alcançou completamente os objetivos de estudo;
B -> alcançou parcialmente os objetivos de estudo;
C -> com um pouco mais de esforço conseguirá alcançar os objetivos de estudo.
Sendo que se o aluno venceu apenas as etapas do 1o bimestre e, 1o e 2o bimestres, ficará com C, se vencer as etapas do 1o, 2o e 3o bimestres, ficará com B. Se vencer o programa de todos os bimestres, ficará com A.
No final do Ciclo Complementar, o aluno fará um exame de capacitaçao para ingresso no Curso Técnico Profissionalizante.
A avaliaçao possibilitará a verificaçao:
> da validade dos recursos didáticos adotados;
> da necessidade de se adotarem medidas de recuperaçao;
> da adequaçao dos currículos ou da necessidade de sua reformulaçao;
> do ajustamento psicossocial do aluno;
> dos aspectos a serem reformulados no planejamento escolar.
Considerar-se-á aprovado o aluno que tiver alcançado:
> frequencia igual ou superior a 75% (setenta e cinco por cento) do total da carga horária do ano letivo para aprovaçao do mesmo e aproveitamento mínimo de 60% (sessenta por cento);
> frequencia inferior a 75% (setenta e cinco por cento) e aproveitamento satisfatório após reclassificaçao.
É de responsabilidade dos professores oficiar a direçao da escola, para que esse repasse aos pais, os casos de irregularidades de frequencia, a fim de proceder atividades de recuperaçao da assiduidade ao longo do ano letivo.

Cursos: Técnico Profissionalizante – Instrumento e, Técnico Profissionalizante Canto
O ensino profissional tem duraçao de 03 (tres) anos, onde a prática constitui e organiza a educaçao profissional, incluindo a prática profissional dentro da escola, com vistas a qualificaçao e/ou habilitaçao profissional.
Os programas das diferentes disciplinas ou instrumentos sao elaborados em níveis e distribuídos de acordo com as séries do ensino profissionalizante.
Os níveis tem conteúdo mínimo, tendo, o docente, liberdade na sua aplicaçao e adaptaçao dentro das orientaçoes didático – pedagógicas adotadas, de modo a assegurar a devida unidade do processo de ensino – aprendizagem práticos. Serao revistos sempre que se fizer necessários, com o objetivo de manter a atualizaçao educacional, bem como atender as especificidades do educando. O Conservatório reorganiza os Cursos Técnicos oferecidos, de acordo com: Decreto n. o 5.154, de 23 de julho de 2004, Resoluçao CNE n.° 04/19999, Diretrizes Curriculares Nacionais CNE, e, Resoluçao n.o 718/05.
Ficam organizados os Cursos Técnicos Profissionalizantes em Instrumento e em Canto da seguinte forma:

Justificativa
O Curso Técnico em Instrumento e Técnico em Canto tem como meta principal realizar a qualificaçao e formaçao musical do aluno, proporcionando mao de obra qualificada e elevaçao do nível de profissionais com conhecimento em música. Visa atender uma demanda por profissionais em um mercado de trabalho já existente na cidade de Uberlândia, MG, que se amplia e se diversifica constantemente.
A cidade de Uberlândia tem localizaçao geográfica privilegiada dentro do estado de Minas Gerais e é polo cultural, contando com amplos espaços artísticos e de lazer, tais como: bares, restaurantes, casas noturnas com música ao vivo, teatros, oficinas de arte, igrejas, escolas de música, bandas, orquestras, corais, etc. Os músicos uberlandenses atuam em recitais, concursos, concertos, eventos comerciais, industriais e diversos corais, eventos de cunho social como festas, casamentos e formaturas. Atuam também na editoraçao de partituras e sao preparados para a continuaçao dos estudos em curso superior de musica na Universidade Federal de Uberlândia. Além disso, nossos músicos tem se destacado na criaçao de projetos musicais para empresas que patrocinam oficinas de música, grupos instrumentais e vocais.
O Conservatório Estadual de Música Cora Pavan Capparelli atende a uma populaçao de mais de 500 mil habitantes e seus alunos, oriundos dos bairros centrais e periféricos somam aproximadamente 4.500, distribuídos nos cursos de Educaçao Musical e nos cursos Técnicos Profissionalizantes, em Instrumento e Canto. Funciona em prédio próprio, excelente localizaçao, espaço físico nao atende a realidade e, equipamentos, materiais didáticos e profissionais especializados. Está sempre em açao através dos mais variados projetos e parcerias, envolvendo os alunos dos cursos técnicos para que estes ampliem a sua visao musical, artística e mercadológica.

Objetivos
Os cursos Técnico em Instrumento e Técnico em Canto, numa perspectiva de trabalho compromissado com o sucesso da aprendizagem do aluno e com o seu ingresso no mundo do trabalho, destaca os seguintes objetivos:
> consolidar e aprofundar os conhecimentos adquiridos, possibilitando o prosseguimento dos estudos;
> oportunizar a preparaçao básica para o trabalho e a cidadania do educando, para continuar aprendendo, de modo a ser capaz de adaptar com flexibilidade a novas condiçoes de ocupaçao ou aperfeiçoamento posteriores;
> proporcionar o aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a formaçao ética e o desenvolvimento a autonomia intelectual e também do pensamento crítico;
> oportunizar a compreensao dos fundamentos científicos – tecnológiocs, dos processos produtivos, relacionando a teoria com a prática, no ensino de cada disciplina;
> capacitar os alunos com conhecimentos, competencias e habilidades gerais e específicas para o exercício de atividades artístico – musicais;
> habilitar o profissional em nível técnico para o exercício competente de atividades profissionais na área de música;
> aperfeiçoar e atualizar os conhecimentos e habilidades de músicos para seu melhor desempenho no trabalho artístico.

Requisito de acesso
Para integrar no curso Técnico em Instrumento e Técnico em Canto, o aluno deve comprovar que está matriculado no Ensino Médio em escola comum ou que já concluiu este nível de ensino apresentado o Histórico Escolar e o Certificado de Matrícula ou Conclusao, conforme o caso. Deve também ser aprovado em exame de capacitaçao ou nivelamento, onde serao avaliadas as seguintes habilidades:
> apresentar um repertório de peças: brasileira (erudita e popular), do folclore, italiana, espanhol ou francesa;
> demonstrar expressao cenica, concentraçao, equilíbrio emocional, corporal e respiratório;
> Ter conhecimentos básicos de leitura musical e solfejo-rítmicos e melódicos;
> executar ditados melódicos e rítmicos a uma voz;
> dominar técnicas elementares e médias específicas de cada instrumento;
> dominar leitura de partitura;
> conhecer elementos teóricos e estruturais da música;
> identificar, auditivamente, aspectos formais e estruturais da música: temas, formas musicais, simples (fórmula de compasso), instrumentos (modo maior e menor), sistema tonal ou modal;
> possuir conhecimento básico da música popular brasileira e do folclore regional;
> desenvolver a percepçao auditiva e a leitura demonstrando o domínio da pulsaçao e do ritmo.
Além dos documentos escolares já mencionados acima, o aluno deverá apresentar também uma cópia e original do RG (registro geral), título de eleitor, com comprovante de votaçao e, duas fotos 3x4.

Perfil do profissional de conclusao
Os cursos Técnico em Instrumento e Técnico em Canto, formarao profissionais autônomos, comprometidos, críticos e criativos. Desempenhar-se-ao como instrumentistas solo e cantores solo, como integrantes de conjuntos musicais e como acompanhadores de grupos vocais e instrumentais. Poderao criar, transpor, transcrever e adaptar obras musicais para instrumento e voz e para grupos vocais. Saberá propor atividades musicais e discernir qualitativamente obras e performances musicais.
Conforme as competencias profissionais do técnico da área em Artes, baseados na Resoluçao CNE/CEB n.° 04/99, o Técnico em Instrumento e Técnico em Canto deverá ser capaz de:
> elaborar e aplicar, articuladamente, os componentes básicos da linguagem musical;
> integrar estudos e pesquisas na elaboraçao e interpretaçao artístico-musical de idéias e emoçoes;
> caracterizar, escolher e manipular sons e os elementos estruturadores da obra musical;
> elaborar novas soluçoes artísticas a partir da visao crítica da realidade e da tradiçao histórica;
> utilizar, criticamente, novas tecnologias, na concepçao, produçao e interpretaçao musical;
> utilizar, adequadamente, métodos teóricos, recursos, equipamentos específicos a produçao, interpretaçao, conservaçao e difusao artística;
> conceber, organizar e interpretar roteiros e instruçoes para realizaçao de projetos artísticos;
> analisar e aplicar combinaçoes e reelaboraçoes imaginativas, a partir da experiencia sensível da vida cotidiana e do conhecimento sobre a natureza, a cultura, a história e seus contextos;
> pesquisar e avaliar as características e tendencias da oferta do consumo dos diferentes produtos artísticos-musicais;
> aplicar normas e leis pertinentes ou que regulamenta atividades da área como as referentes a direitos autorais, patentes, saúde e segurança no trabalho;
> utilizar de forma ética e adequada as possibilidades oferecidas porleis de incentivo fiscal a produçao na área.

Critérios de avaliaçao de aprendizagem e desempenho
A avaliaçao do trabalho escolar visará, especialmente, aferir o desenvolvimento do aluno e aperfeiçoar o processo ensino – aprendizagem.
A verificaçao do rendimento escolar compreenderá a avaliaçao do rendimento e a apuraçao da assiduidade.
A auto avaliaçao do aluno será adotada e feita junto ao professor, por constituir instrumento indispensável ao seu desenvolvimento no processo ensino-aprendizagem.
Para fins de avaliaçao, será utilizados vários instrumentos de medida, tais como:
> trabalhos em grupo ou individual;
> participaçao em sala de aula;
> testes e provas práticas e/ou escritas;
> apresentaçao em recitais;
> prova pública de formatura.
Os resultados da avaliaçao de aprendizagem serao expressos em pontos numa escala de 0 (zero) a 100 (cem), assim distribuídos:

 

1o Bimestre: Aspecto qualitativo: 12,0
Aspecto quantitativo: 08,0
Total: 20,0

2o Bimestre: Aspecto qualitativo: 12.0
Aspecto quantitativo: 08,0
Total: 20,0

3o Bimestre: Aspecto qualitativo:
Aspecto quantitativo:
Total:

4o Bimestre: Aspecto qualitativo:
Aspecto quantitativo:
Total:

 

O aluno para ser promovido terá que alcançar o mínimo de 60% (sessenta por cento) em cada disciplina.
Quanto a frequencia, o mínimo é de 75% (setenta e cinco por cento) do total de horas letivas anuais. O aluno que ultrapassar o limite de 25% (vinte e cinco por cento) de faltas e tiver nível desejável de aproveitamento, será avaliado por uma comissao especial de acordo com a legislaçao em vigor. O aluno terá o prazo de 48 (quarenta e oito) horas para justificar a sua ausencia a última avaliaçao anual. Ao encerramento do curso, o aluno deverá se apresentar em Recital Público como última avaliaçao.

Consideraçoes
Ao aluno matriculado anterior a Resoluçao n.o 718/2005, será assegurado o direito a continuidade a matriz curricular iniciada, com término previsto para 2.010.
A recuperaçao paralela será proporcionada durante todo o ano letivo para recuperar o aproveitamento ou no momento em que se manifesta a deficiencia. Todos os conteúdos constantes da Matriz Curricular do estabelecimento darao ao aluno direito a recuperaçao paralela.
A recuperaçao final destina-se ao aluno que, após passar pela recuperaçao paralela e estudos presenciais, ainda apresenta aproveitamento insuficiente. Visa colocá-lo em condiçoes de prosseguir seus estudos. O professor seleciona o conteúdo de cada disciplina no qual o aluno apresente dificuldades em competencias e habilidades. Esudará no período de férias através de um roteiro por escrito que lhe é entregue, e, submeter-se-á uma avaliaçao no início do período letivo do ano subsequente. Após a recuperaçao final, será considerado aprovado se o rendimento for igual ou superior a 60 (sessenta) pontos.
O aluno só poderá ser reprovado após todas as oportunidades de recuperaçao oferecidas pelo estabelecimento. O processo de recuperaçao será na mesma proporçao já mencionado em “Recuperaçoes”.

Certificados e diplomas
Instrumento de registro de diploma
O Certificado de Conclusao do Curso de Educaçao Musical com qualificaçao profissional tem como base legal o inciso I, do artigo 1o, do Decreto Federal n.o 5154, de 23 de julho de 2004 e, Resoluçao SEE n.o 718/2005, de 19 de novembro de 2005.
Será expedido o Diploma de Técnico em Canto e Técnico em Instrumento na área de Artes, sub-área Música ao aluno que concluir tres séries do curso mais a Prática Profissional e que comprovar a conclusao do Ensino Médio, mediante a apresentaçao do Histórico Escolar e Certificado de Conclusao.
O Diploma será acompanhado de Histórico Escolar, identificando as competencias profissionais desenvolvidas e os componentes curriculares com suas respectivas cargas horárias e rendimentos obtidos pelo aluno.
No caso de transferencia do aluno para outro estabelecimento, o Histórico deverá conter informaçoes sobre sua vida escolar para fins de aproveitamento de estudos indicando o período e a série correspondente aos estudos feitos na escola, listando as competencias e habilidades adquiridas.
As competencias profissionais exigidas pela habilitaçao sao definidas pela escola autorizada pelo respectivo sistema de ensino, com carga horária mínima, acrescida da comprovaçao de conclusao de Ensino Médio, possibilitando a obtençao do diploma conforme Resoluçao n.° 1174/75, de 03 de janeiro de 1975, MG. 21/01/75, artigos 22 e 16, combinado com artigos 4o ao 6o, da Lei n.° 5692, de 02 de agosto de 1971, Lei 7044, de 18 de outubro de 1982 e, 718/2005.
Os certificado dos cursos explicitam no histórico escolar quais sao as habilidades e competencias profissionais, objeto de qualificaçao que estao sendo certificadas, explicitando também o título.

Utilizaçao dos recursos e materiais didáticos, novas tecnologias aplicas a educaçao e procedimentos e/ou açoes com relaçao a inclusao étnico-racial, diversidade e necessidades especiais.
Nossos alunos sempre tem acesso aos recursos e materiais didáticos disponíveis no Conservatório, na medida do possível, principalmente, o uso da biblioteca que funciona dando atendimento nos horários vagos de cada um em suas pesquisas.
Conforme o que já foi dito em “Educaçao Especial”, nesta Proposta Pedagógica, os procedimentos e/ou açoes com relaçao a inclusao étnico-racial, diversidade e necessidades especiais, ficou claro que a escola atende e trabalha sem discriminaçao, pois, a música tem uma linguagem universal, apesar de nao termos apoio e incentivo da SEE para um atendimento melhor.

Atividades de conjunto, cursos livres, oficinas e projetos
Após as definiçoes relativas ao atendimento nos cursos regulares do Conservatório, poderá ser previstos o desenvolvimento de atividades de conjunto e de projetos, a oferta de cursos livres e de oficinas, visando a difusao cultural, a melhoria da produçao artística, o enriquecimento curricular e a requalificaçao de músicos. As proposiçoes para essas atividades deverao ser precedidas de reflexao sobre sua significaçao e relevância para o Conservatório e comunidade.
As chamadas Atividades de Conjunto visam o incremento da produçao artística e cultural do Conservatório principalmente pela organizaçao de grupos musicais. Conforme preve a legislaçao vigente, professor responsável poderá dedicar até 08 (oito) oras de sua carga horária semanal a atividade de conjunto.
Este projeto refere-se a intervençoes planejadas com vistas a melhoria, adequaçoes ou correçoes de situaçoes identificadas. As açoes de um projeto sao subdivididas em atividades, que visam alcançar objetivos, especificados por meio de metas e situados em um período de tempo e espaço pré-estabelecido (incrementar o interesse dos alunos em alguma área específica, melhorar o desempenho dos alunos em algum instrumento, apoiar a capacitaçao de docentes, realizar ciclos de eventos, etc.
As oficinas devem ser entendidas como ambiente de aprendizagem que priorizam o fazer, a vivencia de situaçoes práticas. As atividades sao de uma curta duraçao. Temas e assuntos diversificados podem ser trabalhados nas oficinas (manutençao de instrumentos, master class, etc).
Os cursos livres com duraçao máxima de 01 (um) ano letivo, poderao ser propostos para atendimento a demandas específicas de capacitaçao de professores e requalificaçao de profissionais da música.
Os projetos, oficinas e cursos livres podem ser propostos por professores do Conservatório e, se aprovados, contar com a participaçao do professor responsável, conforme o procedimento adotado para as Atividades de Conjunto (dedicaçao de até 08 – oito – horas semanais). Caso um professor venha atuar em diversas atividades, a carga horária total nao poderá ultrapassar 08 horas semanais. Contanto, com recursos financeiros para pagamento de serviços, o Conservatório poderá contratar profissionais para ministrar cursos livres, oficinas e desenvolver projetos, observadas as normas da aplicaçao dos recursos.
Em 2007, o Conservatório poderá desenvolver atividades de conjunto, cursos livres, oficinas e projetos, observando o mesmo número dessas açoes aprovadas para o desenvolvimento em 2006. As açoes poderao ter continuidade ou serem substituídas, mediante a apresentaçao de novas propostas.
O Conservatório deverá informar as açoes em continuidade e apresentar as novas propostas que serao acompanhadas de parecer ou nota técnica do inspetor escolar responsável pelo seu acompanhamento, manifestando-se sobre sua viabilidade (vantagens pedagógicas, possíveis alteraçoes no quadro de pessoal, entre outras observaçoes pertinentes).
O aluno que terminou seu curso Técnico em Instrumento ou Canto, com diploma de conclusao, poderá matricular-se para qualificaçao em outra modalidade através da garantia do curso livre e será inserido em turmas aleatórias, cumprindo disciplinas específicas e obrigatórias do instrumento escolhido, com duraçao de 01 (um) ano.
Os projetos apresentados pelo Conservatório a SEE e aprovados pela mesma, tiveram relevantes conceitos de acordo com a avaliaçao do grupo envolvido e da administraçao escolar, ficando, portanto, em continuidade trazendo cada vez mais vantagens pedagógicas.

Avaliaçao processual
A avaliaçao processual permite ao professor acompanhar o desenvolvimento e detectar as dificuldades apresentadas pelo aluno, no momento em que elas surgem, podendo entao, oferecer de imediato e com metodologias diferentes, condiçoes para que o discente possa prosseguir seu aprendizado.
A escola deve constituir-se em ajuda intelectual, sistemática, planejada e continuada para todos os alunos e tem como missao criar oportunidades para o desenvolvimento de relaçoes interpessoais, cognitivas, afetivas, éticas e estéticas, pelo processo de construçao e reconstruçao de conhecimentos dentro da música e da arte.
É preciso que todos desenvolvam suas capacidades e aprendam conteúdos essenciais que lhes sirvam de instrumentos de compreensao da realidade e de participaçao em relaçoes sociais, políticas e culturais, diversificadas e cada vez mais amplas. É dever da escola desenvolver também o sentido de individualidade e da identidade ao aluno, o que se faz por meio da participaçao no processo social, na assimilaçao cultural e no desenvolvimento de valores e atitudes, os quais representam as bases de nossas açoes.
O registro das atividades aplicadas junto ao aluno será através de portifólio individual, apresentado semestralmente pelos professores, anexado a pasta do mesmo e será instrumento para a secretaria da escola na confecçao da ficha individual.
O envolvimento e acompanhamento familiar se torna necessário para fortalecer os laços de solidariedade humana e de tolerância, tornando assim um vínculo afetivo entre escola, família e aluno.

Procedimentos e/ou açoes para melhoria dos índices de frequencia e permanencia na escola
Estes procedimentos sao baseados no conceito de que a melhoria deve vir a partir de uma aprendizagem significativa e relevante e para isso se tornar realidade, é preciso criar situaçoes adequadas que permitam articular os vários conceitos de uma disciplina com os conhecimentos prévios do aluno.
Contamos com vários projetos, apresentaçoes públicas, recitais, prática de conjunto e outros, constituindo formas de identificaçao pelos quais cada aluno se apropria do conhecimento e aprendizagem transmitidos.

Caráter educativo do ambiente físico, social e cultural da escola
Tem-se procurado manter um caráter educativo quanto ao ambiente físico, social e cultural na escola, uma vez que primamos pela boa conduta musical desses tres aspectos. A administraçao empenha-se em fazer da escola um lugar agradável, onde os alunos e comunidade escolar sentem prazer em estudar e estar como participantes dos momentos culturais oferecidos pela mesma. Procura-se relacionar todos os aspectos buscando sempre a conscientizaçao da comunidade quanto a segurança e preservaçao do patrimônio escolar.

Forma de divulgaçao aos pais e comunidade dos resultados das açoes educacionais voltadas a aprendizagem do aluno.
A divulgaçao dos resultados das açoes educacionais e convites para os pais participarem de tais açoes (reunioes pedagógicas, recitais, apresentaçoes internas e externas, etc) é feita através de cartazes, bilhetes, avisos, Secretaria Municipal de Cultura, outdoor, entre outros, pois, uma escola é resultado de um conjunto de experiencias acumuladas do trabalho de muitas pessoas que desenvolvem planos e projetos.

Formas de recuperaçao – avaliaçao diagnóstica e contínua
Sao formuladas de acordo com as Resoluçoes n.° 521 e 469, e também constam no Regimento Escolar, Capítulo XI, artigos 219 a 232.
Como formas de recuperaçao, tem-se:
01- recuperaçao paralela, onde será desenvolvida concomitantemente ao processo das aulas dadas, reforçando a aprendizagem, seja em recitais, apresentaçoes, workshops, prática de conjunto ou em semanas de atividades propostas pela escola;
02- estudos orientados presenciais, onde tem-se previsao no calendário escolar de 18/12/2006 a 22/12/2006. É exigido presença de 75% (setenta e cinco por cento) com aulas e avaliaçoes com o professor, procurando sanar as dificuldades e alcançar os objetivos que o aluno nao conseguiu atingir anteriormente;
03- estudos independentes, onde é realizado no período de férias, no final do ano letivo, e, início do ano subsequente (janeiro), onde o professor fornecerá, por escrito, um roteiro do conteúdo a ser estudado pelo aluno, buscando sanar as dificuldades e defazagem do seu aprendizado. O rendimento é verificado através da execuçao de peças ou exercícios das dificuldades a vencer, na disciplina, conforme orientaçao do professor. O aluno estudará em casa e se submeterá a uma avaliaçao, no início do ano letivo.

VI - AVALIAÇAO DE PROPOSTA
A avaliaçao da proposta se dá ao longo do ano letivo, quando verificadas falhas ou experiencias comprovadas para melhorar a vida escolar artística musical do aluno.

 

 

Mirtes Guimaraes
Diretora

 
 
 
Conservatório Estadual de Música Cora Pavan Capparelli
Endereço: Av. Afonso Pena nº 3060
Bairro Brasil - CEP: 38.400-710
Fone: (34) 3232-1530  Fax: (34) 3232-1090
E-mail: cemcpc@conservatoriouberlandia.com.br
 
 
 
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